Maioria das vacas zebuínas produz leite que não causa alergia

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CPT - Centro de Produções Técnicas

Tradicional torneio leiteiro da ExpoZebu passa a considerar fatores genéticos na premiação A demanda por leite antialérgico aumenta cada vez mais e os criadores de bovinos de raças zebuínas podem lucrar com esse mercado. É que o leite produzido por animais da categoria apresenta alta frequência da proteína beta-caseína A2, responsável pela obtenção de um produto que não causa alergia e ajuda a evitar diabetes e problemas cardíacos.

Durante a ExpoZebu, os organizadores têm incentivado a divulgação da qualidade do leite zebuíno. A gerente do programa de melhoramento genético para leite da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Mariana Alencar, explicou que a associação quer estimular os criadores a conhecerem e divulgarem a qualidade do leite dos zebuínos. Por essa razão, todas as informações de melhoramento serão consideradas durante o 29º concurso leiteiro da feira e divulgadas posteriormente. Mais de 60 matrizes das raças gir, guzerá, guzolando e sindi participam de dez ordenhas nesta edição. As fêmeas são tradicionalmente avaliadas e ranqueadas pela quantidade de leite produzido, de acordo com a idade.

Os zebuínos produzem o leite tipo A2, que tem menor potencial alergênico, ao contrário dos animais de origem europeia. “Devido à maturação de uma proteína, o leite europeu pode causar diversas irritações, inclusive a diabetes tipo 1 – principalmente em crianças –, aumento de obesidade, autismo, entre vários outras. Sem falar de pequenas reações alérgicas que a gente vê com mais frequência”, explica o médico nutrólogo Wilson Rondó. Segundo ele, por muito tempo especialistas acreditaram que a origem dessas alergias era a lactose, um tipo de açúcar do leite. Mas novos estudos mostram que, possivelmente, a causadora do problema é a proteína beta-caseína A1, que praticamente não está presente no leite das vacas zebuínas, no qual predomina a A2. Os benefícios do leite tipo A2 somam-se a fatores que imprimem qualidade ao produto. Boa parte dos zebuínos no Brasil é criada a pasto, e não em confinamento. Isso faz com que o leite seja rico em ômega 3, um anti-inflamatório importante para evitar as principais doenças do envelhecimento.

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