CPT - Centro de Produções Técnicas

No início do ano Vigilância Sanitária apreendeu 35kg do produto na localidade

Mais uma vez voltamos a falar sobre a qualidade dos produtos comercializados na cidade ribeirinha penedense, especificamente os laticínios que tem tomado as páginas do portal de notícias do site Boa Informação, e o queijo coalho, tradicional no nordeste, tem sido o campeão de críticas.

Em março de 2018, após uma entrevista esclarecedora em um programa de rádio sobre a venda de queijo coalho na cidade, o Fiscal Agropecuário na Adeal e Médico Veterinário, André Sandes, afirmou que constatou pelo menos duas bancas em pontos diferentes da cidade que vendiam queijo clandestino, ou seja, sem certificação de procedência. Na época Sandes alertou que o consumidor deveria verificar no ato da compra do queijo coalho se o mesmo possuía furinhos (olhaduras), pois se eles possuíssem era praticamente certo que o queijo estava contaminado por coliformes fecais.

Após essa entrevista, choveu de comentários na cidade de Penedo. Uns apoiaram e outros acharam que não passava de algo sem relevância. A Vigilância Sanitária de Penedo foi motivada a fiscalizar e realizar vários autos fiscalizatórios em pontos de venda de queijo, inclusive chegaram a apreender 35kg do produtos.

Depois de um tempo, como é costume no país, as coisas foram relaxando e o queijo considerado de procedência clandestina, voltou a ser vendido livremente em Penedo. Nesta última segunda-feira (13), a redação do Boa Informação foi procurada e recebeu imagens de um consumidor que encontrou uma mosca dentro do queijo coalho comprado na feira de Penedo.

“Na verdade minha mãe comprou o queijo, eu já estava com o pé atrás após ouvir esclarecimentos do integrante da FPI que falou sobre essa contaminação do queijo, mas fui comer mesmo assim. Ao começar a dar as primeiras dentadas notei algo estranho dentro do alimento, foi quando percebi que era uma mosca.” relatou o consumidor.

POR QUÊ A MOSCA?

Você deve estar se perguntando por quê aquele inseto estava dentro daquele alimento. Pesquisando sobre ações da FPI no combate contra a produção clandestina de laticínio, achamos algumas imagens que os agentes se depararam nos locais onde produziam estes queijos.

 

RISCOS À SAÚDE

Saiba que não é besteira isso que estamos falando. Queijos mal conservados e que não são fabricados de acordo com as boas práticas, podem conter micro-organismos como os coliformes termotolerantes e até a salmonela. Estes organismos podem ocasionar as chamadas doenças transmitidas por alimentos com sintomas como: diarreia, vômitos, náuseas, dores abdominais, entre outros, que dependendo das condições de imunidade do indivíduo podem levar até o óbito.

A Vigilância Sanitária orienta que o consumidor deve observar as condições de higiene do local, do vendedor e principalmente as condições de embalagem, rotulagem e conservação dos produtos, além do prazo de validade.

Como o queijo é um produto perecível, deve ser mantido sob refrigeração. É importante observar se o queijo possui o carimbo do SIF ou SIE, selo de inspeção federal ou estadual, que certifica que o produto está sendo fabricado dentro dos padrões exigidos.

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