Derivados do leite
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A crença popular afirma – e até mesmo algumas autoridades governamentais em nutrição concordam – que devemos evitar produtos lácteos com alto teor de gordura devido ao alto teor de gorduras saturadas. Mas, um novo estudo corajosamente desafia essas afirmações. Laticínios integrais não aumentam o risco cardiovascular.

Por outro lado, algumas gorduras presentes em certos produtos lácteos podem até mesmo manter o derrame e a doença cardíaca longes. Esta é a principal lição de um estudo recente conduzido pelo Dr. Dariush Mozaffarian, da Escola Friedman de Ciência e Política de Nutrição da Universidade Tufts em Boston, MA.

O estudo

Para estudar o efeito dos laticínios no risco de mortalidade e na saúde cardiovascular, o Dr. Mozaffarian e a equipe examinaram mais de 2.900 idosos dos EUA com 65 anos ou mais.

Os pesquisadores mediram os níveis plasmáticos de três ácidos graxos contidos nos produtos lácteos no início do estudo, em 1992, 6 anos depois e 13 anos depois.

Associações com “mortalidade total, mortalidade por causa específica e risco de doença cardiovascular (CVD)” foram examinadas.

Durante os 22 anos de acompanhamento, 2.428 dos participantes morreram. Destas mortes, 833 foram devidas a doenças cardíacas. No entanto, nenhum dos três ácidos graxos examinados correlacionou-se com o risco de mortalidade total.

De fato, altos níveis circulantes de ácido graxo heptadecanóico foram associados a um menor risco de morte por doença cardíaca. Além disso, os adultos com níveis mais elevados de ácidos graxos em geral foram 42% menos propensos a morrer de acidente vascular cerebral, revelou a análise.

De acordo com o autor correspondente do estudo, os resultados sugerem que as diretrizes alimentares atuais precisam ser alteradas.

Consistente com as descobertas anteriores, os resultados destacam a necessidade de rever as orientações dietéticas atuais sobre alimentos lácteos integrais, que são ricas fontes de nutrientes, como cálcio e potássio.

Estes são essenciais para a saúde, não só durante a infância, mas ao longo da vida, particularmente em anos posteriores, quando a desnutrição e condições como a osteoporose são mais comuns.

É importante ter estudos robustos, para que as pessoas possam fazer escolhas mais equilibradas e informadas, baseadas em fatos científicos e não em boatos.

Referência

https://www.medicalnewstoday.com/articles/322452.php?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_country=BR&utm_hcp=no&utm_campaign=MNT%20Weekly%20%28non-HCP%20non-US%29%20-%20OLD%20STYLE%202018-07-18&utm_term=MNT%20Weekly%20News%20%28non-HCP%20non-US%29

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