CPT - Centro de Produções Técnicas

O período é de entressafra, com previsão de queda de 40% na produção. Como de costume nesta época, a oferta restrita impacta no preço do leite: reajuste no campo e também na cidade.

Este ano, porém, há um elemento extra que pode interferir nesta lógica de mercado. A greve dos caminhoneiros, em maio, comprometeu a distribuição do produto e antecipou a alta dos preços nas prateleiras.

Agora, os laticínios não sabem se vão conseguir repassar ao consumidor a diferença prevista para a entressafra, já que o poder de compra do brasileiro permanece enfraquecido e – talvez – não suporte um novo reajuste.

O que dizem os Especialistas

A análise é de Antônio Bornelli, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínio de Mato Grosso (Sindlat-MT).

Para ele, o preço do leite chegou em seu ‘pico’ máximo e não deve sofrer novas altas, já que o mercado não “admite” (leia-se: não absorve) um reajuste maior, justamente por causa do baixo poder aquisitivo do brasileiro atualmente.

O sinal de alerta, segundo Bornelli, está aceso já que a saúde financeira das indústrias não é das melhores. “Estamos trabalhando com prejuízos, trabalhando na tangente.

Nós dependemos de consumo”, explica o presidente que também está apreensivo com o segundo semestre do ano, principalmente diante das possíveis consequências que podem ser geradas com o tabelamento do frete: “a conta pesará sobre a indústria, já que repassar o custo adicional aos produtores causaria ainda mais desestímulo a quem está no campo”, finaliza.

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